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Ela esteve presente em praticamente todas as civilizações e em todas as culturas, ao redor do mundo todo. Representava na Terra as deusas da fertilidade, celebrando a capacidade de geração da vida, característica única do sexo feminino. Trata-se da prostituta sagrada e sua influência chegam aos dias de hoje.
Uma mulher moralmente decente, mas que devido a obrigações financeiras ou qualquer outro tipo de dificuldade é levada ao desespero e deve vender seu corpo, tornando-se prostituta. Em outra variação, ela se apaixona por um cliente jovem ou pobre, ou mesmo pelo patrão, mas sempre dentro de uma relação conflituosa. Esta é a puta do coração de ouro, uma personagem que aparece na literatura e no cinema e que faz parte de nossa mitologia.
Orgias com mais de cento e cinquenta homens, sexo oral em público com homens anônimos em um movimentado parque, amantes sem fim…Estes eram alguns dos aspectos de uma desenfreada vida sexual, relatada em uma biografia,, e que seria somente mais um relato de aventuras picantes, não fosse a identidade de sua autora: uma das mais respeitadas críticas de arte da França, Catherine Millet.
Era o auge da revolução sexual e os valores tradicionais em relação ao sexo sofriam abalos cada vez mais fortes. Por um lado, o comportamento liberal da juventude “paz e amor” era absorvido pela pela sociedade, enquanto livros como o de Xaviera levavam a sexualidade para o primeiro plano de discussão. Por outro, a pornografia iniciava sua “era dourada” e virava moda com o filme “Garganta Profunda”, exibido em salas de cinema normais. Foi neste cenário que em 1974 surgiu Emmanuelle, a obra que se tornou sinônimo de filme erótico.
Xaviera Hollander chocou o mundo em 1971, com o lançamento de seu livro “The Happy Hooker: My Own Sstory” (em português, “A Aliciadora Feliz”), onde relatava sua vida como prostituta de luxo e “madame de bordel”, mais de trinta anos antes de Bruna Surfistinha. Em um mundo onde a moralidade tradicional e os princípios religiosos ainda estavam em luta com a liberdade da revolução sexual, Xaviera trouxe uma mensagem importante: as mulheres não somente podem ter prazer, mas até mesmo desejar fazer sexo profissional por livre e espontânea vontade.
Falar de literatura erótica é falar de Anaïs Nin. A autora de Delta de Vênus é puro exotismo, a começar de seu verdadeiro nome, Angela Anaïs Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell. A contista relatou com sensibilidade seus desejos e experiências sexuais, mostrando com isso um retrato único da alma feminina.
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